Apesar de estar apenas “engatinhando” quando o assunto são os meios de comunicação da Paraíba, tento analisar bem todos os programas que temos em nossa programação televisiva e radiofônica como também sites e blogs da área. Converso bastante com profissionais da área, com meus professores e amigos discentes da UFPB sobre assuntos que nos interligam. Mas o que me chama atenção é o fato de que seja qual for o assunto na área jornalística, grande parte das pessoas insistem em citar “figuras” da nossa mídia. Estas mesmas pessoas os classificam como “sem ética”, “oportunistas”, “sensacionalistas”, entre outras denominações (algumas de baixo calão)... Mas apesar de tanta repulsa a eles, estas “figuras” estão sempre presentes nas conversas.
Fico me perguntando o porquê da insistência em citar tais personagens já que eles não agradam. Será que é mais fácil reconhecer a má atuação dessas pessoas do que reconhecer profissionais que realmente fazem bem o seu trabalho? Eu, particularmente, prefiro citar profissionais que são exemplos e que cumpram bem o seu papel.
Vejamos o caso do jornalista Fábio Araújo, âncora do programa Caso de Polícia. Se formos comparar as noticias que são veiculadas em seu programa veremos que não difere muito dos outros programas do gênero em outras emissoras. Contudo quero atentar para a forma como o programa é conduzido: sem demagogia e sem escárnios. Sei que é impossível apresentar um programa e não emitir o próprio ponto de vista, sem que isso influencie os telespectadores. Porém não podemos usar esse artifício para fazer audiência e popularidade, e isso é uma das qualidades que vejo nesse apresentador.
Laerte Cerqueira, âncora e repórter da TV Cabo Branco, podemos dizer que é um dos melhores jornalistas da atualidade aqui em nosso estado. Faz todos os tipos de matéria (coisa que muito jornalista não faz) sempre com a mesma seriedade e dedicação e foi um dos poucos jornalistas que dedicou os prêmios que ganhou a sua equipe (produtores, cinegrafistas, editores). É uma pena que a emissora em que trabalha não o dá a chance de demonstrar o seu ponto de vista.
Seria imprudência de minha parte ser contra ao ato de criticar. Muito pelo contrario... A crítica quando feita de forma consciente e negativa abre um leque de oportunidades de crescimento não só profissional como também pessoal. Contudo devemos ter o discernimento de não transformar essa crítica negativa em destrutiva.
Existem muitos outros profissionais que poderiam ser citados, mas por de falta de informações mais concretas infelizmente não posso citá-los. Sou esperançoso e acredito no dia em que vamos ligar nossos rádios e TV’s, e até mesmo acessar notícias na internet apenas de bons profissionais e que possamos elogiar a mídia paraibana.

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