segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CRITICAR É FÁCIL?

A crítica pode ser entendida como toda a observação específica referente a um determinado comportamento, que encoraja uma pessoa a melhorá-lo, reforçá-lo ou desenvolvê-lo
A crítica pode ser positiva ou negativa. A positiva reforça o comportamento;  a negativa visa corrigir ou melhorar o comportamento ou desempenho de baixa qualidade ou insatisfatório. Ambas devem ser construtivas.
Assim sendo, deve-se evitar:
a)  a inexistência de crítica positiva, ou seja, o não reconhecimento do desempenho;
b) que a crítica negativa torne-se destrutiva.
 
10  LEMBRETES SOBRE A CRÍTICA CONSTRUTIVA
1) Analisar a situação
Ter bem claro o quê, no comportamento e desempenho, precisa ser mudado, e por quê.
2) Determinar o objetivo e o seu efeito
Ordenar sempre de forma positiva. Ex.: estabelecer uma data específica para a entrega de um trabalho é mais eficaz do que dizer para a pessoa não se "atrasar".
3) Ajustar-se à receptividade
A tolerância com relação à crítica pode ser expressa da seguinte maneira: "baldes", "copos", "cálices". Os baldes estão totalmente abertos à crítica; os copos nem tanto; os cálices menos ainda. Para cada tipo de pessoa uma postura diferente.
4) Criar ambiente propício
Saber o momento oportuno de fazer uma observação. Se a situação estiver conturbada, perder-se-á tempo e trabalho.
5) Comunicar-se efetivamente
Na captação de uma  mensagem, (7%) refere-se às palavras, (38%) refere-se à voz e ao seu volume e (55%) refere-se à linguagem corporal, que são os gestos e expressão do rosto.
6) Descrever o comportamento que deseja mudar
É essencial que a pessoa, primeiro, compreenda qual é o ponto. Depois, que ela aceite que haja um problema. E, finalmente, que ela aceite que haja necessidade de mudar.
O importante é concentrar no que deve ser mudado. Evitar comentário sobre a personalidade, tais como "você deve relaxar mais, não levar as coisas tão a sério".
7) Descrever o comportamento desejado
É muito importante deixar claro o comportamento ou desempenho que deseja que a pessoa apresente no futuro. Por exemplo, diga "eu quero que você responda ao telefonema do cliente em 24 horas".
8) Procurar soluções conjuntamente
Num excesso de serviço. Por que não subdivide as tarefas? O que você poderia fazer diferente? E ajudar a explorar essa área do problema.
9) Concentrar-se naquilo que acha bom
O que importa é o crescimento do grupo e da sociedade.
10) Chegar a um acordo
Não forçar uma pessoa a mudar seu comportamento; pode-se ajudá-la e encorajá-la, mas apenas a pessoa pode efetivamente executar a mudança.
 
Fonte: BEE, Roland e BEE, Frances.  Feedback. Tradução de Maria Cristina Fioratti Florez. São Paulo: Nobel, 2000.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

MÍDIA PARAIBANA: CRITICAR OU ELOGIAR?


Apesar de estar apenas “engatinhando” quando o assunto são os meios de comunicação da Paraíba, tento analisar bem todos os programas que temos em nossa programação televisiva e radiofônica como também sites e blogs da área. Converso bastante com profissionais da área, com meus professores e amigos discentes da UFPB sobre assuntos que nos interligam. Mas o que me chama atenção é o fato de que seja qual for o assunto na área jornalística, grande parte das pessoas  insistem em citar “figuras” da nossa mídia. Estas mesmas pessoas os classificam como “sem ética”, “oportunistas”, “sensacionalistas”, entre outras denominações (algumas de baixo calão)... Mas apesar de tanta repulsa a eles, estas “figuras” estão sempre presentes nas conversas.
Fico me perguntando o porquê da insistência em citar tais personagens já que eles não agradam. Será que é mais fácil reconhecer a má atuação dessas pessoas do que reconhecer profissionais que realmente fazem bem o seu trabalho? Eu, particularmente, prefiro citar profissionais que são exemplos e que cumpram bem o seu papel.
Vejamos o caso do jornalista Fábio Araújo, âncora do programa Caso de Polícia. Se formos comparar as noticias que são veiculadas em seu programa veremos que não difere muito  dos outros programas do gênero em outras emissoras. Contudo quero atentar para a forma como o programa é conduzido: sem demagogia e sem escárnios. Sei que é impossível apresentar um programa e não emitir o próprio ponto de vista, sem que isso influencie os telespectadores. Porém não podemos usar esse artifício para fazer audiência e popularidade, e isso é uma das qualidades que vejo nesse apresentador.
Laerte Cerqueira, âncora e repórter da TV Cabo Branco, podemos dizer que é um dos melhores jornalistas da atualidade aqui em nosso estado. Faz todos os tipos de matéria (coisa que muito jornalista não faz) sempre com a mesma seriedade e dedicação e foi um dos poucos jornalistas que dedicou os prêmios que ganhou a sua equipe (produtores, cinegrafistas, editores). É uma pena que a emissora em que trabalha não o dá a chance de demonstrar o seu ponto de vista.
Seria imprudência de minha parte ser contra ao ato de criticar. Muito pelo contrario... A crítica quando feita de forma consciente e negativa abre um leque de oportunidades de crescimento não só profissional como também pessoal. Contudo devemos ter o discernimento de não transformar essa crítica negativa em destrutiva.
Existem muitos outros profissionais que poderiam ser citados, mas por de falta de informações mais concretas infelizmente não posso citá-los. Sou esperançoso e acredito no dia em que vamos ligar nossos rádios e TV’s, e até mesmo acessar notícias na internet  apenas de bons profissionais e que possamos elogiar a mídia paraibana.